O que 2010 reserva para o setor de rochas?



O ano de 2009 foi marcado por um grande processo de retomada do setor econômico em todo o mundo. Após uma forte crise da economia mundial causada, sobretudo, pelo inchaço do mercado imobiliário norteamericano, a economia voltou a dar sinais de melhoras.

O setor de rochas ornamentais conheceu a crise antes mesmo de vários outros setores econômicos, precisando buscar novas alternativas para suprir a queda das exportações e, consequentemente, os impactos na economia brasileira. Entre as alternativas encontradas pelo setor estão a busca por novos mercados, investimento em novas tecnologias e maior produtividade, com redução dos custos operacionais.

Como resultado de todo esforço desenvolvido pelo setor nos últimos meses, o presidente do Sindirochas e do Cetemag, Emic Costa, lembra que os índices de exportação têm melhorado mês a mês. “É necessário, porém, que
haja um controle e estabilização do valor do dólar em patamar que traga maiores condições e incentivos para que as empresas possam produzir e exportar suas rochas. Necessitamos de medidas governamentais urgentes nesse sentido”, frisa o presidente.

OPORTUNIDADES

Contudo, mesmo em meio a crises e queda do dólar, é possível destacar pontos positivos para o setor em 2009, como maior diálogo entre as empresas, melhoria na capacitação dos colaboradores e a luta pela autorregulamentação do transporte de rochas. Também é importante destacar a recente publicação da Portaria nº 415 do DNPM/MME que altera a portaria nº 144, com a simplificação da emissão de Guias de Utilização para lavras ainda em processo de análise, agilizando os processos minerários.

O ano de 2010, portanto, reserva um novo momento para o setor, reforçado pelo desenvolvimento de projetos que irão melhorar o escoamento das rochas capixabas, como a dragagem do Porto de Vitória e a construção da Ferrovia Litorânea Sul (foto), citando alguns exemplos.

Além disso, não se deve esquecer que, nos próximos seis anos, o Brasil irá sediar dois dos mais grandiosos eventos do planeta: a Copa do Mundo em 2014 e as Olimpíadas do Rio em 2016. Isto representa ótimas oportunidades com a construção de grandes empreendimentos nos quais a presença do mármore e granito brasileiro será fundamental.

Nesse sentido o presidente da Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes), Lucas Izoton menciona que o setor de rochas deve aproveitar esse momento, que é de muitas oportunidades. “O setor deve exercitar a sua criatividade, buscar novos mercados, criar novos produtos e utilizar novas tecnologias. Apostar em tecnologia é um investimento a ser considerado, principalmente pela redução do custo do produto e aumento da sua qualidade, o que torna qualquer segmento que a adote, mais competitivo”, enfatiza.

Fonte: Revista Inforochas
Data: 07/01/2010

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